Gypsy: a Fábula Musical tem início


O primeiro dia de ensaios do musical “Gypsy” foi marcado pela presença de todo o elenco e a realização de diversas atividades.
Em uma sala de ensaios, a professora de balé Janice Botelho comandou os primeiros trabalhos de coreografia com as crianças que viverão Baby Louise, Baby June e os Meninos.
Já na sala principal, o diretor Charles Möeller deu início a um workshop sobre o espetáculo, considerado o “Hamlet dos musicais”. Charles falou para todo o elenco adulto sobre a história das personagens: astripper de alta classe Gypsy Rose Lee, sua irmã, a atriz June Havoc, e a mãe delas, Rose Hovick, a Mama Rose.
Gypsy tem um texto dramaticamente perfeito, com profundidade e personagens cheios de nuances. A Mama Rose é considerada até hoje como um dos personagens mais complexos da história dos musicais. Ele é todo redondo: música perfeita, coreografia perfeita e dramaturgia perfeita”, disse o diretor.
Charles revelou também que o papel de Mama Rose é importante não só por mostrar a relação de uma mãe com as filhas e as carreiras delas, mas por representar uma homenagem ao teatro musical. “Nada mais é do que o amor dela ao teatro musical. Então ela é um hino, um libelo ao teatro musical”.
Segundo ele, é uma honra para qualquer diretor e pessoa que trabalha nesse ofício montar uma peça como Gypsy: “Essa é uma das grandes atrações do nosso interesse sobre a peça, que fala justamente sobre essa paixão pelo entretenimento”.
Quem foi Gypsy Rose Lee?Nascida em oito de janeiro de 1911, Gypsy Rose Lee foi uma artista do burlesco norte-americana, famosa por seu número de strip-tease. Ela também foi atriz em Hollywood, autora e dramaturga, e seu livro de memórias de 1957 foi transformado no musical Gypsy e em filme.
Ela é tida por muitos como a Madonna do seu tempo”, disse Charles. “Era uma pessoa que se auto-inventava o tempo inteiro. Nunca ninguém soube direito qual era a verdadeira história dela. Por isso a peça tinha o subtítulo, tirado depois, de ‘fábula musical’”, explicou. “Antes dela, o mito do pato feio que se transforma em cisne não havia sido retratado com tanta profundidade. E isso é algo que motiva o cinema até hoje. Hollywood faz isso sempre: a história da redenção. É um mito americano. A Gypsy consegue estabelecer na sua peça e no seu livro, o mito americano. Ela popularizou o sonho americano “, completa.
A Rose (Mama Rose) tinha obsessão pelo show business. Sua mãe fazia chapéus e era camareira de companhias de teatro e seu pai era pianista. Ela nasceu praticamente dentro do teatro, mas seu pai não queria aquela vida para ela, então a internou em um convento. Mas como ela era obcecada, fugiu de lá e se casou com um repórter de jornal. Com ele teve duas filhas: Louise e June, as quais desejou que se tornassem estrelas. Ela investiu pesado nessa formação: as meninas nunca aprenderam outra coisa a não ser teatro, dança e canto”, contou Charles.
É essa a história – de Mama Rose e suas filhas Louise e June – que veremos em “Gypsy”. Totia Meireles viverá Mama Rose, que já foi interpretada por divas da Broadway como Patti LuPone e Bernardette Peters, e atrizes do cinema e teatro, como Bette Midler, Angela Lansbury e Rosalind Russel. Já Gypsy Rose Lee será vivida por Adriana Garambone, enquanto sua irmã June, por Renata Ricci.
Fotos: Leo Ladeira.
Bárbara Volpi
atenciosamente

1 comentários:

  1. Cíntia Jacinto disse...:

    Linda a Tots @_____@
    Mas tá mto séria na segunda foto kkkkkkkk