A atriz Totia Meireles, que garante não sentir falta de uma protagonista em sua carreira
"Quando essa paixão entre minha personagem e o Dario começou, pensei: 'caramba, a mãe vai ficar com o namorado da filha!'. Mas é interessante porque é uma polêmica", analisa. Apesar disso, Totia pôde conferir que o resultado da enquete foi positivo. "A grande maioria das pessoas disse que aprova a relação. Os dois tiveram uma química boa. Acho que as pessoas torcem pelo amor", acredita.Pelo visto, Totia, até agora só se surpreendeu com o papel. Inclusive, a esquizofrenia era um assunto desconhecido para atriz. Mas, na pele da psicóloga, ela pôde se aproximar da doença que, muitas vezes, é incompreendida pela maioria das pessoas. Além dos workshops com psiquiatras, Totia frequentou hospitais e conheceu de perto vários pacientes."Nunca convivi com nenhuma psicopatologia. No início, não sabia como lidar com eles e não imaginava como reagiriam", lembra. "Mas entendi que temos de tratá-los normalmente e de maneira verdadeira", acrescenta. A imersão foi tanta que Totia decidiu fazer análise pela primeira vez na vida. "A personagem me ajudou a abrir esse caminho e a compreender melhor o ser humano", ressalta.Satisfeita com a repercussão do papel, Totia já coleciona quatro trabalhos assinados por Glória Perez. Antes do atual, ela fez "O Clone", em 2001, "América", em 2005, e uma participação em "Amazônia: De Galvez A Chico Mendes", em 2007. A parceria bem-sucedida reflete no trabalho da atriz, que já está íntima do texto da autora. "Sei exatamente como a Glória gosta que seja dito o que ela escreve. Se eu empresto alguma fala para a personagem, ela coloca no texto", comemora. A estreia de Totia na teledramaturgia aconteceu em 1989, quando ela atuou em "Que Rei Sou Eu?". Depois, ela fez a Matilde de "Suave Veneno" e interpretou Silvana em "Cobras & Lagartos" , entre outros papéis. Com seus 20 anos de carreira na tevê, a atriz ainda tem sonhos. "Quero fazer uma minissérie do começo ao fim", planeja.Você interpreta um tipo bastante atual de mulher: trabalhadora, mãe e divorciada. Facilita encarar um papel mais humanizado?Acho que a Aída retrata a mulher mundial. Atualmente, é difícil segurar um casamento. As mulheres "seguram a barra" mesmo sem perder a esportiva. Não sei se é mais fácil ou mais difícil, mas é mais gostoso porque há uma identificação maior do público.Você viveu mulheres parecidas com a Aída em "América", "Cobras & Lagartos" e "Duas Caras". Existe uma preocupação em não se tornar repetitiva?Claro que fico preocupada em realçar alguma coisa diferente na personalidade de cada papel. Mudar o visual também ajuda, todas foram fisicamente muito diversificadas. Mas é você representando e acaba emprestando muito de si. Por isso, é preciso definir bem a personagem antes de começar para não ficar tudo igual.Em 20 anos de carreira na tevê, você nunca fez uma protagonista. Em algum momento sentiu falta disso?Não. Protagonista tem de trabalhar muito. Claro que eu jamais falaria "não" para uma protagonista, mas não é algo que eu corra atrás. Acho muito pesado, fico com pena dessas meninas. (risos)Depois da novela, você vai entrar em cartaz com o musical "Gipsy". Como estão os preparativos?Ainda não comecei a ensaiar, mas já estou fazendo aulas de canto. Será um grande musical da Broadway, previsto para estrear em janeiro. Farei a Mama Rose e Adriana Garambone será a Gipsy. O espetáculo terá 30 pessoas no elenco e uma orquestra com 16 músicos.

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